
Para o nascimento de Ricardo Reis, quer na mente do poeta, quer na sua "vida real", Fernando Pessoa estabele datas distintas.
Médico de profissão, monárquico, facto que o levou a viver emigrado alguns anos no Brasil, educado num colégio de jesuítas, recebeu uma formação clássica e latinista e foi imbuído de princípios conservadores, elementos que são transportados para a sua concepção poética. Domina a forma dos poetas latinos e proclama a disciplina na construção poética.
Ricardo Reis é marcado por uma profunda simplicidade da concepção da vida, por uma intensa serenidade na aceitação da relatividade de todas as coisas. É o heterónimo que mais se aproxima do criador, quer no aspecto físico, quer na maneira de ser e no pensamento. É adepto do sensacionalismo, que herda do mestre Caeiro, mas ao aproximá-lo do neoclassicismo manifesta-o, pois, num plano distinto como refere Fernando Pessoa em “Páginas Íntimas e Auto Interpretação”: «Caeiro tem uma disciplina: as coisas devem ser sentidas tais como são. Ricardo Reis tem outra disciplina diferente: as coisas devem ser sentidas, não só como são, mas também de modo a integrarem-se num certo ideal de medida e regras clássicas.».
Associa-se ainda ao paganismo de Caeiro e as suas concepções do mundo vai procurá-las ao estoicismo e ao epicurismo. A sua forma de expressão vai buscá-la aos poetas latinos, de acordo com a sua formação, e afirma, por exemplo, que «Deve haver, no mais pequeno poema de um poeta, qualquer coisa por onde se note que existiu Homero».
Médico de profissão, monárquico, facto que o levou a viver emigrado alguns anos no Brasil, educado num colégio de jesuítas, recebeu uma formação clássica e latinista e foi imbuído de princípios conservadores, elementos que são transportados para a sua concepção poética. Domina a forma dos poetas latinos e proclama a disciplina na construção poética.
Ricardo Reis é marcado por uma profunda simplicidade da concepção da vida, por uma intensa serenidade na aceitação da relatividade de todas as coisas. É o heterónimo que mais se aproxima do criador, quer no aspecto físico, quer na maneira de ser e no pensamento. É adepto do sensacionalismo, que herda do mestre Caeiro, mas ao aproximá-lo do neoclassicismo manifesta-o, pois, num plano distinto como refere Fernando Pessoa em “Páginas Íntimas e Auto Interpretação”: «Caeiro tem uma disciplina: as coisas devem ser sentidas tais como são. Ricardo Reis tem outra disciplina diferente: as coisas devem ser sentidas, não só como são, mas também de modo a integrarem-se num certo ideal de medida e regras clássicas.».
Associa-se ainda ao paganismo de Caeiro e as suas concepções do mundo vai procurá-las ao estoicismo e ao epicurismo. A sua forma de expressão vai buscá-la aos poetas latinos, de acordo com a sua formação, e afirma, por exemplo, que «Deve haver, no mais pequeno poema de um poeta, qualquer coisa por onde se note que existiu Homero».
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